terça-feira, 26 de novembro de 2013

O que achei do novo "Vídeo Show"

Foto: Pure People / Divulgação TV Globo

Nos últimos dias, acompanhei a estreia e mudanças do "Vídeo Show", programa de entretenimento da Globo no ar desde 1983.

Em primeiro lugar, acredito que foi acertada a escolha de Zeca Camargo para comandar a atração. Zeca já foi jornalista de entretenimento da Folha de São Paulo, fez parte da primeira turma de VJ´s da MTV Brasil (onde também exerceu o cargo de Diretor de Jornalismo), entrevistou diversas personalidades pop no Fantástico e constantemente escreve sobre cultura pop em seu blog no G1.

Resumindo: Zeca, além de ser um ótimo apresentador, é um homem culto que entende de entretenimento.

Mas o novo "Vídeo Show" apresenta alguns probleminhas que apontarei a seguir.

Por mais que um programa tenha auditório, ele deve ser prioritariamente dirigido ao telespectador. E este talvez seja um dos maiores defeitos deste novo "VS": a total falta de interação com o telespectador. Nos programas que acompanhei, não vi Zeca cumprimentar, nem se despedir do público de casa. Nesta semana, por exemplo, quando a convidada foi a atriz Marisa Orth, só me dei conta de que o programa havia acabado porque surgiu na tela o "Entretenimento Globo", indicando o fim da atração.

Outro ponto que observei foi a falta de comunicação no próprio programa. Zeca não chama as matérias e os VT´s entram de forma repentina na edição, o que deixa o "VS" sem sequência e pode deixar o telespectador meio perdido.

Um outro ponto bastante observado não só por mim, mas por diversas pessoas, foi a relação de dependência que o novo "Vídeo Show" criou com os seus convidados. Acredito que o "VS" deve ser um programa que fala sobre entretenimento e recebe convidados, não o contrário, que é o que acontece hoje. O programa tem um bom apresentador, tem vários assuntos para tratar e não pode ficar depender apenas de um entrevistado para ditar o seu rumo.

Enfim, acho que o novo "Vídeo Show" tem grandes chances de decolar. Mas é preciso que algumas reformulações sejam feitas. E a base dessa reformulação, para que o programa fique melhor, é que a equipe envolvida em sua produção lembre-se de que há um telespectador do outro lado da tela assistindo ao programa.